sábado, 4 de abril de 2009

O que é democracia ?

Democracia (do grego demos, "povo", e kratos, "autoridade") Segundo o dicionário Aurélio:
”1- Governo do povo; soberania popular; democratismo.
2- Doutrina ou regime político baseado nos princípios da soberania popular e da distribuição eqüitativa do poder.” “É o governo do povo, para o povo, pelo povo”. “Governo do povo” quer dizer governo com um sentido popular; “para o povo” significa que o objetivo é o bem do povo; “pelo povo” quer dizer realizado pelo próprio povo. Na democracia é o povo quem toma as decisões políticas importantes (direta ou indiretamente por meio de representantes eleitos). A Democracia surgiu na Grécia onde o governo era realmente exercido pelo povo, que fazia reuniões em praça pública para tratar de vários assuntos e problemas, era a chamada Democracia Direta. Neste tipo de democracia, as decisões são tomadas em assembléias públicas. Com o crescimento das populações, as reuniões em praça pública ficaram impossíveis de acontecer, surgiu, então um novo tipo de Democracia, a Democracia Representativa, onde o povo se reúne e escolhe – por meio do voto - os representantes que irão tomar decisões em seu nome. Este é o processo mais comum de tomada de decisão nos governos democráticos, também chamado de mandato político. A democracia se opõe à ditadura e ao totalitarismo e reúne princípios e práticas que protegem a liberdade do ser-humano. Em seu livro “Política”, o filósofo Aristóteles analisou vários sistemas de governo, chamou de injusta a democracia (demokratia) e de justa a República (politeia). A demokratia de Aristóteles se aproxima mais da democracia direta e a politeia da democracia representativaAlguns fundadores dos EUA usaram os termos “Democracia” e “República” de forma similar a usada por Aristóteles. “República” era usada para designar a democracia representativa, que na opinião deles era a única capaz de proteger os direitos dos cidadãos, já o termo “democracia” era usado para designar a democracia direta que para eles era sinônimo de tirania e injustiça. Muitos cientistas políticos usam o termo “democracia” para caracterizar um governo que atua em favor do povo (direto ou representativo), enquanto que “Republica”, seria o sistema político onde o chefe de estado é eleito por um determinado período de tempo.Os comunistas costumam dizer que as democracias não são democráticas, pois para eles, a classe dominante é que exerce o poder. Na opinião deles, o povo é manipulado pela mídia, que faz com que a classe trabalhadora seja influenciada na hora de votar.Os comunistas acreditam que, somente em um regime socialista é que haveria uma verdadeira democracia.Não é possível contabilizar quantas democracias existem no mundo, mas estima-se que existam mais de 120.
ALGUMAS CARACTERÍSTICAS DE UMA DEMOCRACIA- Liberdade individual- igualdade perante a lei sem distinção de sexo, raça ou credo- direito ao voto- educação- direito ao livre exercício de qualquer trabalho ou profissão. É preciso cultivar a chamada “consciência política” em todos os cidadãos, não só nos dias de eleição, nem na época da campanha eleitoral. A medida em que o povo for adquirindo essa consciência política, nosso regime democrático vai melhorando.

terça-feira, 24 de março de 2009

Texto 1 - A Pedagogia da Geografia

A IMPORTÂNCIA DO ENSINO DE GEOGRAFIA

Ensinar Geografia nos dias atuais requer dos professores a formulação de questões centrais, tais como: para que se ensina Geografia? Por que aprender Geografia?
Alguns autores acreditam que o ensino de Geografia seja fundamental para que as novas gerações possam acompanhar e compreender as transformações do mundo, dando à disciplina geográfica um status que antes não possuía.
A Geografia, necessariamente, deve proporcionar a construção de conceitos que possibilitem ao aluno compreender o seu presente e pensar o futuro com responsabilidade, ou ainda, preocupar-se com o futuro através do inconformismo com o presente.
Compreender a realidade significa pensar criticamente sobre ela. Geografia escolar pode também ser um instrumento de transformação, desde que se livre dos seus parâmetros tradicionais de pontos geográficos, rios, picos.
Callai (1998) aponta três motivos para se ensinar Geografia no sentido de compreender o mundo como totalidade. Assim, o primeiro motivo trata de conhecer mundo e obter informações a seu respeito. O segundo motivo é conhecer o espaço produzido pelo homem, as causas que deram origem às formas na relação entre sociedade e natureza. Por fim, o objetivo maior de ensinar Geografia é fornecer ao aluno condições para que seja realmente construída a cidadania.
Os argumentos sobre a importância ou o papel do ensino de Geografia nas escolas não podem ficar descolados do objetivo maior da Educação. De fato, não compete exclusivamente a essa disciplina o papel transformador da sociedade.
O que temos nesse silenciamento da voz da Educação é o impedimento de ações horizontalizadas, ou seja, ações pensadas e praticadas pelos professores, funcionários da Educação, alunos e comunidade. Temos, desta forma, apenas ações verticalizadas, isto é, engendradas por burocratas e altos funcionários dos poderes administrativos. O espaço escolar, nesse sentido, é repressivo e suas ações ultrapassam o limite de seus muros. Para Lefebvre (1977), a ação pedagógica corresponde e serve para reforçar a divisão do trabalho na sociedade burguesa capitalista.
Nesse sentido, acreditamos que é possível pensar na liberdade da Educação em relação ao capitalismo.
Contraditoriamente, a missão cultural do neoliberalismo, ou seja, o discurso único, nos dá as condições necessárias para a busca dessa “segunda consciência”, uma vez que cria – ideologicamente – o sentimento de impossibilidade de transformação.
O papel da Educação e, dentro dessa, o do ensino de Geografia é trazer à tona as condições necessárias para a evidenciação das contradições da sociedade a partir do espaço, para que no seu entendimento e esclarecimento possa surgir um inconformismo e, a partir daí, uma outra possibilidade para a condição da existência humana.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Lagoa de Cima - Um ecossistema ameaçado


A Lagoa de Cima com uma lâmina d’água de 20 k2 e uma média de profundidade de 4 metros, é formado pelas águas dos rios Urubu e Morto, cujas nascentes se localizam no alto da APA (Área de Preservação Ambiental - do Imbé). A Lagoa de Cima se destaca pela sua beleza natural e clima agradável. Não tendo sido por menos, chamada de “Lago dos Sonhos” por D. Pedro II quando em sua visita ao local.
Suas terras Marginais são ocupadas por propriedades particulares e possui pequenas praias propícias à prática de esportes náuticos. Seu subsolo é rico em diatomita, mineral utilizado na indústria química como filtrante.
O escoadouro das águas da Lagoa de Cima é o Rio Ururaí hoje um canal retificado pelo DNOS – Departamento Nacional de Obras de Saneamento. Até a década de 50, do século XX, a lagoa e o rio eram utilizados como escoadouros naturais de madeiras de lei retiradas das matas do Imbé e descarregadas, através do Canal Campos – Macaé, nas “Covas d’Areia” confluência, das hoje, Av. Pelinca e Av. Barão do Rio Branco.
Com a construção de um Iate Clube, em sua margem, houve um surto de construções de casas populares, atraídas pelas oportunidades de empregos nas propriedades marginais e no próprio Iate Clube.
Com todo o desenvolvimento, o local vem sofrendo profunda ação de degradação, por falta de uma política ambiental eficaz e atuante.
A Lagoa de Cima, por possuir características diferenciadas dos outros corpos hídricos da região, vem sendo colocada nos últimos anos como grande opção turística para os campistas e moradores de outros municípios próximos. Para quem prefere à água doce e tranqüila à água salgada do Oceano Atlântico, este corpo hídrico apresenta condições ótimas para o lazer. A sua proximidade com o centro urbano da cidade de Campos, que fica aproximadamente 30 minutos, é o grande fator que tem levado os órgãos municipais a investir em uma política de Eco-Turismo promovendo assim a procura por essa área ambiental.
Desde a construção do Iate Clube, a presença dos turistas tem aumentado gradativamente nesta região, mas somente nos últimos anos com a presença de eventos municipais realizados, principalmente, no verão, é que tem se confirmado o potencial turístico desta lagoa e regiões adjacentes.

A lagoa, em toda sua extensão, vem sofrendo ação antrópica, promovida pelo uso desordenado dos seus recursos. A política de desenvolvimento turístico, não está sendo acompanhada de uma infra-estrutura e conscientização ambiental capaz de manter esse ecossistema equilibrado.
Com três acessos, dois pela BR 101, no sentido Rio de Janeiro, e um sentido no sentido Campos - São Fidelis, é fácil perceber que a degradação começa pelos morros que se situam em volta da lagoa, o plantio de cana de açúcar, seguido de desmatamento que vem se agravando, já que existem várias nascentes nessa região. Um dos projetos em andamento para preservação é o projeto Olhos d’Água, que visa à limpeza das nascentes dessa região e posteriormente o reflorestamento da área em torno das nascentes e da lagoa utilizando mudas nativas. Com esse projeto surge uma expectativa de evita erosões e assoreamento, reconstituindo assim as áreas degradadas em volta da lagoa.
A Lagoa de Cima apresenta ainda dois grandes fatores degradantes, localizados principalmente em suas margens, que são detritos deixados que vão desde produtos alimentícios a resíduos de material de construção, deixados pelos turistas e moradores, e as ocupações irregulares entorno das suas margens, já que o local e área estadual de preservação ambiental e deveria ter uma faixa limite para construções de casas e outros tipos de edificações.
Essas degradações se dão principalmente pela falta de fiscalização dos órgãos ambientais junto aos moradores e proprietários de terras localizados a margem da lagoa. Existe em boa parte da lagoa construções que não respeitam a distância mínima exigida pelas leis ambientais. Os esgotos dessas propriedades são despejados em in-natura na lagoa e os detritos deixados pelos turistas não têm uma coleta específica feita pela Prefeitura. A margem da lagoa possui 17 mil metros; no momento, a limpeza é feita de forma precária, o que aumenta os danos causado pela ação do homem.
Um dos benefícios para manutenção desse ecossistema é que já existe o diagnóstico elaborado pela Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF), que destaca aspectos do meio ambiente característico como solo, vegetação e demarcação da lagoa. Esse diagnóstico será apresentado às entidades ambientais responsáveis pela manutenção da lagoa e poderá ser definido um plano de manejo da lagoa.
Podemos concluir que é preciso avaliar toda a área de proteção ambiental da lagoa de Cima e posteriormente, executar o plano de manejo do local, mas para isso precisamos avaliar a área dentro do aspecto de exigência de uma unidade de conservação, fazendo assim uma intervenção eficaz tanto nas áreas turística, econômica como social, desenvolvendo conjuntamente com as escolas e instituições locais um estudo que mostre a importância desse corpo hídrico, não somente financeiramente, mas como para própria manutenção de condições de vida no local.
A Lagoa de Cima, assim como toda a natureza, é um patrimônio da sociedade, e precisa ser conservada para as gerações futuras.

sábado, 7 de março de 2009

A Educação em Campos

Analisado o resultado da primeira pesquisa que apontou a educação como grande instrumento que falta a sociedade Campista podemos chegar algumas conclusões. Sem analisar nenhum fator político em nossa região, que não é proposta minha, posso dizer que a educação em nossa cidade esta na UTI. A sociedade local ainda não despertou, vivemos em tempos difíceis, que o cidadão precisa de aprimoramento constante. Mas como esta a base disso tudo?. Do ensino Básico ao Universitário nossos alunos não estão aptos a analisar o que é repassado, mas sim sendo apenas depositário de informações. Será que a barreira da dominação social é intransponível? Será que estamos condenados a reproduzir as estruturas políticas, sociais e econômicas de nossa região indefinidamente?
Acredito que em nossa cidade tenham profissionais capacitados, que não precisam de favorecimentos ou indicações para transformar o ambiente escolar, em um ambiente de amplo debate social. Fiquemos na esperança de mudança, pois somente com uma estrutura educacional forte, podemos crescer e amadurecer como sociedade democrática.
Educação para a Democracia

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

A quase invisibilidade do professor




Por trás do trabalho de cada professor, em qualquer sala de aula do mundo estão séculos de reflexão sobre o oficio de educar.
Desde a antiguidade homens e mulheres investiram no esforço de pensar a educação e porque educar foi um dos meios pelos quais os grupos humanos asseguraram sua sobrevivência.
A educação antes era difusa e exercida por todos, com o passar do tempo os professores passaram em se concentrar em lugares específicos, as escolas.
Muitos pensadores como Aristóteles, Platão e Sócrates não tiveram suas idéias valorizadas enquanto vivos. Hoje e que são valorizados como os grandes pensadores da corrente filosófica da educação.
Falando em profissão vemos que médicos, advogados, por mas que não possuam o doutorado são chamados de Doutor e mais valorizados como seres humanos, profissionais (ate na remuneração).
A maioria dos professores são responsáveis pela chegada de qualquer ser humano ao topo profissional, mas são esquecidos pela sociedade, vemos assim que o professor exerce com dificuldade o seu grande papel na sociedade (pouco prestigio, respeito, pouco remunerado), o que torna um profissional quase invisível.

O professor tem tamanha importância que ele desperta entusiasmo em seus alunos, sem nenhuma soma de métodos sistematizados, por mas correto que sejam.

O professor tem flexibilidade para levar uma turma de 40 ou mais alunos a se tornarem verdadeiros cidadãos, mais não descobriu ainda (muitos deles a mágica da sua valorização).
Uma criança não e uma criança para ser pequena, mas para tornar-se adulta.
A democracia e preparada na escola e isso e um trabalho do professor.
O professor tem também que lidar com questões como a desmotivacao dos alunos, causando também a sua própria. Lida com o fato de que cada aluno aprende de maneira diferente e tem ainda a globalização.Com isso vemos que o mundo esta cada vez menor para o professor.Com a tecnologia o professor presencial (face a face) esta sendo substituído pelo ensino a distancia (on-line).
Não negamos a importância do ensino a distancia (on-line), pois vivemos em um mundo globalizado, mas os profissionais da educação não podem deixar de existir, pois para a formação do ser humano e necessário afetividade, contato físico e explicações reais. Hoje o capitalismo torna o ser humano individualista, sendo assim o professor presencial se faz necessário, forte para o desenvolvimento dos cidadãos.

Por mais interativos que sejam os meios, dificilmente substituíram a situação da aprendizagem escolar face a face.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

A Geografia Racial e Obama


Um jovem com inclinações progressistas, boa formação e ambições políticas nos EUA contempla eventualmente algumas opções iniciais. Até onde pretende ir? Um PhD em ciências políticas, sociologia, economia? Uma carreira política? Que tipo de carreira? No Congresso, de olho em cargo majoritário onde seja capaz de fazer alguma diferença? Integrar-se a movimentos de esquerda, desenvolver uma liderança? Considerar até uma candidatura presidencial?No caso dos líderes negros relativamente bem sucedidos, a maioria optou por limitar-se a cargos legislativos. O que foi mais longe como candidato presidencial, Jesse Jackson, percebeu logo as limitações do espaço disponível. Jackson só chegou a penetrar com sucesso no eleitorado negro e de minorias (Coalizão Arco-Íris). Ganhou algumas primárias democratas. O projeto de Obama, bem mais ousado, passou pela Universidade e pela ação comunitária, antes da carreira política com um discurso além do espaço exclusivo dos negros.Como teve mãe branca - do meio-oeste tradicional - e pai africano, vivera a infância no Havaí (e na Indonésia), distante da experiência dos negros, nem ele e nem os pais foram marcados pela tragédia do racismo (trabalho escravo, linchamentos, segregação, discriminação) e pela luta dos direitos civis. Não estava entre os herdeiros naturais da liderança de Martin Luther King Jr. - Jesse Jackson, John Lewis, Andrew Young, etc.Em razão disso e da formação acadêmica - em Harvard, universidade disputada pela própria maioria branca - não apenas estava intelectualmente preparado para uma carreira diferente mas oferecia a imagem quase insólita, pela distância da percepção branca dos negros como irados, ressentidos e determinados a cobrar a fatura da escravidão e de 200 anos de injustiça, racismo, discriminação e até crueldade sádica.O partido único da ConfederaçãoA singularidade da biografia de Obama o deixava nessa posição única. Ainda que a convenção democrata de 2008 tenha sido marcada para coincidir com a data dos 45 anos do discurso "I Have a Dream de Luther King", o que favoreceu uma homenagem emocionante, o espetáculo político foi igual aos de outros anos. A rigor pouco distinguia a festa colorida tradicional do partido, produzida para a TV, na qual o candidato era sempre branco.Só foi possível um candidato presidencial negro pelo Partido Democrata em 2008 porque era Obama. A própria ligação dos negros com esse partido é um paradoxo. Abraham Lincoln era republicano. Depois do assassinato dele e do curto e caótico período da Reconstrução, o Sul foi devolvido à elite racista branca, que postergou por mais um século o fim da segregação - até defrontar-se com a batalha dos direitos civis nos anos 1950 e 1960.De certa forma a imagem do presidente John Kennedy ficou associada à causa dos direitos civis, mas as vitórias históricas dos negros vieram, ou antes dele (em 1954, com a decisão da Suprema Corte, Brown v. Board of Education, que forçou a integração nas escolas do sul, no governo republicano de Eisenhower) ou depois dele (as leis dos direitos civis e do direito de voto, no governo de Lyndon Johnson, democrata do sul).Quando assinou essa última lei, em 1965, o presidente Johnson, texano que tinha sido vice de Kennedy, fez uma declaração profética aos companheiros de partido: "É o que temos de fazer. Mas por causa disso, vamos perder o sul". A razão era simples: no sul, os estados da antiga Confederação estavam longe de ser democráticos. Eram estados racistas e, como a União Soviética, de partido único. E o partido único era o democrataReceita que faz diferençaA profecia de Johnson seria confirmada pelos fatos. Aos poucos a elite racista do sul bandeou-se para o Partido Republicano - e ainda manteve a bandeira confederada, contra a qual Lincoln lutara e morrera, a tremular simbolicamente no alto dos prédios públicos. De eleição em eleição, os democratas só perderam terreno. Nas duas últimas (2000 e 2004) o republicano George Bush ganhou em todos os estados do sul.No sul ou fora dele, os republicanos não têm hoje um único negro no Senado ou na Câmara. Em 2000, se o democrata Al Gore vencesse no seu Tennessee, no sul, nem precisaria dos votos da Flórida para derrotar Bush. Mas em 2008 Obama e sua singularidade começaram a mudar a paisagem racial do sul. Ganharam espaço no coração da Confederação. Podem vencer na Virgínia, Carolina do Norte e Flórida.Obama aprendeu as lições de King, Jackson, Lewis, Young e outros. Ainda jovem optou pela carreira política - e decidiu ir além dos limites raciais e das minorias. Apresentou-se como uma opção real, com discurso distante das franjas do sistema. Por que esgrimir agora as verdades incômodas de Chomsky. Talvez tenha até aprendido muito com elas, mas não para atrair os votos da maioria branca, sem os quais estaria impossibilitado de escrever esta página nova da história dos EUA.

Fonte:Tribuna da Imprensa.

Conhecimento Geográfico e sua
Importância Social

A Geografia tem por objetivo estudar as relações entre o processo histórico na formação das sociedades humanas e o funcionamento da natureza por meio da leitura do lugar, do território, a partir de sua paisagem.
Nesse sentido, a análise da paisagem deve focar as dinâmicas de sua transformações e não simplesmente a descrição e o estudo de um mundo aparentemente estático.
O espaço considerado como território e o lugar é historicamente produzido pelo homem à medida que organiza econômica e socialmente sua sociedade. Nessa perspectiva, a historicidade enfoca o homem como sujeito produtor desse espaço. Assim, o espaço na Geografia deve ser considerado uma totalidade dinâmica em que interagem fatores naturais, sociais, econômicos e políticos.
Pensar sobre essas noções de espaço pressupõe considerar a compreensão subjetiva da paisagem como lugar, o que significa dizer: a paisagem ganhando significados para aqueles que a constroem e nela vivem; as percepções que os indivíduos, grupos ou sociedades têm da paisagem em que se encontram e as relações singulares que com ela estabelecem. As percepções, as vivências e a memória dos indivíduos e dos grupos sociais são, portanto, elementos importantes na constituição do saber geográfico.
No que se refere ao ensino fundamental, é importante considerar quais são as categorias da Geografia mais adequadas para os alunos em relação a essa etapa da escolaridade e às capacidades que se espera que eles devolvam. Assim, “espaço” deve ser o objeto central de estudo, e as categorias “território”, “região”, “paisagem” e “lugar” devem ser abordadas como seu desdobramento.
A categoria território foi originalmente formulada nos estudos biológicos do final do século XVIII.
Na concepção ratzelina de Geografia, esse conceito define-se pela apropriação do espaço, ou seja, o território, para as sociedades humanas, representa uma parcela do espaço identificada pela posse.
Além disso, compreender o que é território implica também compreender a complexidade da convivência, nem sempre harmônica, em um mesmo espaço, da diversidade de tendências, idéias, crenças, sistemas de pensamento e tradições de diferentes povos e etnias.
Para professores de geografia é fundamental reconhecer a diferenciação entre a categoria território e o conceito de territorialidade. Num primeiro momento essas duas palavras podem parecer dizer a mesma coisa. Porém, o território refere-se a um campo específico do estudo da Geografia. Ambos constituem uma unidade indissolúvel, mas que não se confundem.
Enquanto a categoria território apresenta para a Geografia um sistemas de objetos, sendo básica para a análise geográfica, o conceito de territorialidade representa a condição necessária para a própria existência da sociedade como um todo.
A categoria território possui relação bastante estreita com a categoria paisagem. Pode até mesmo ser considerada como o conjunto de paisagens. É definida como sendo uma unidade visível do território, que possui identidade visual, caracterizada por fatores de ordem social, cultural e natural, contendo espaços e tempo distintos; o passado e o presente. A paisagem é o velho no novo e o novo no velho!
A categoria lugar traduz os espaços com os quais as pessoas têm vínculos afetivos. É por intermédio dos lugares que se dá a comunicação entre homem e mundo.
Assim, pode-se compreender por que o espaço, a paisagem, o território e o lugar estão associados à força da imagem, tão explorada pela mídia.
Desde as primeiras etapas da escolaridade, o ensino da Geografia pode e deve ter como objetivo mostrar ao aluno que cidadania é também o sentimento de pertencer a uma realidade em que as relações entre a sociedade e a natureza formam um todo integrado (constantemente em transformação) do qual ele faz parte e que, portanto, precisa conhecer e do qual se pinta membro participante, afetivamente ligado, responsável e comprometido historicamente com os valores humanísticos.